Que negócio é esse de Semiótica?
sábado | 29. 01. 2005 Categoria: Publicidade e Propaganda 1 Comentário »
Gostaria de dar uma abordagem geral para gerar uma curiosidade sobre o tema, e facilitar a iniciação ao tema e o desejo para maiores informações.
Teve suas bases lançadas entre o final do século XIX e o início do século XX. Os princípios fundamentais foram estabelecidos por dois cientistas: o americano Charles S. Peirce e o suíço Ferdinand de Saussure.
É bem mais comum encontrar literatura com métodos para aplicação da teoria semiótica perciana à prática do design. Pode ser até porque o trabalho de Peirce tem uma forte tonalidade filosófica e Saussure aborda mais a Linguística.
Engraçado que um nunca conheceu o trabalho do outro e nenhum dos dois publicou suas teorias de forma completa em vida, mas atualmente, existe um grande esforço para formalizar, completar e desenvolver essas teorias.
Quem fez ou faz algum curso de Comunicação sabe que os signos são qualquer coisa que está para outra, ou seja, um sinal de trânsito, o recurso sonoro ou visual de uma mensagem publicitária, um aroma ou sabor que provoca uma lembrança.
Beleza, se signos podem ser qualquer coisa que comunique, Semiótica é o estudo do fenômeno da significação, ou ainda, ciência que investiga os mecanismos mentais que conduzem ao entendimento e isso na Semiótica se chama semiose.
Legal poder compreender melhor sobre Semiótica porque não adianta simplesmente criar algum projeto sem realmente levar em consideração todas as possibilidades como o público-alvo que estará consumindo este material final, personalidade da marca, e outros pontos como também, qual será a compreensão ou sentimento que esse público terá quando se “confrontar” com esta peça finalizada.
A Semiótica talvez já tenha até salvo a sua vida e você nem se deu conta. Pois um signo numa estrada pode significar uma ponte que não está mais lá, fazendo com que retorne com o carro. Já parou para pensar nisso? (risos)
É um tema bem amplo e muito interessante de se pesquisar e ler. Quem quiser, dê uma “Googleada” e compre alguns livros como o da Lucy Niemeyer – Elementos de semiótica aplicados ao design. É um livro que foi recentemente lançado pela editora 2AB e destinado a alunos de graduação e a profissionais que desejem uma aproximação com o assunto.
retirado do blog: http://www.fabianocruz.com/blog/
Carnaval 2005 – Ministério da Saúde
quinta-feira | 27. 01. 2005 Categoria: Publicidade e Propaganda Sem Comentários »

Entre os voluntários da campanha deste ano estão Bruno Gagliasso, Cissa Guimarães, Daniele Suzuki, Ellen Rocche, Gracindo Junior, Juliana Didone, Karina Bacci, Lucinha Araújo, Maitê Proença, Margareth Menezes, Preta Gil, Sergio Marone, Xandy, e Daniela Mercury, que, além do comercial, gravou o jingle que será veiculado em rádios das principais cidades do Brasil. A peça é uma versão da música “Com que roupa eu vou”, de Noel Rosa. Na nova letra, o destaque é a prevenção. A campanha conta também com cartazes, bandanas, camisetas, abadás, porta-camisinhas e filipetas.
O comercial ‘Com esta roupa eu vou! é em formato de clipe e foi dirigido por Oscar Rodrigues Alves, da Academia de Filmes, um dos mais premiados diretores do gênero no país. No filme, vários atores, cantores e celebridades mostram como se preparar para sair para uma festa. Algumas produções são simples, outras, mais arrojadas, mas ninguém esquece de pegar a camisinha. No final, todos vestem a camiseta da campanha, que traz a marca “Vista-se”. Ao fundo, o jingle “Com esta roupa eu vou!”, tema do Carnaval 2005. O filme leva a assinatura “O Ministério da Saúde aconselha: Neste Carnaval, Vista-se. Use sempre camisinha”. A campanha foi criada por Flavio Waiteman, Luciano Toaldo e Victor Afonso, com direção de criação de Waiteman. A produtora do filme é a Academia de Filmes e do jingle, a Jamute Áudio.
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Dica de Site:
Portal da Saúde – neste link vc encontra dicas texto e todas as campanhas publicitarias feitas pelo ministerio da saúde
Design para pensar vs. o excesso de informação
quarta-feira | 19. 01. 2005 Categoria: Publicidade e Propaganda Sem Comentários »
“Suspeito, entretanto, que (Funes) não era muito capaz de pensar. Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair.” (Funes, o Memorioso, Ficções, Jorge Luis Borges).
Recentemente, lendo um livro sobre memória me deparei com um comentário sobre o conto Funes, O Memorioso, de Jorge Luis Borges.
Neste conto Borges descreve um personagem, Irineu Funes, que a partir de um certo momento da vida passa a contar com uma memória perfeita, ou seja, tem a capacidade de lembrar absolutamente tudo. Consegue captar os pormenores de tudo que vivencia, sendo capaz de relembrar todos os detalhes, por mais insignificantes que possam parecer. Podia relembrar nos mínimos detalhes um dia inteiro de sua vida, mesmo que para isto levasse outro dia inteiro, até o último segundo.
No entanto o que me chamou a atenção em Funes não foi sua maravilhosa capacidade de memorizar, mas sim sua “incapacidade de esquecer”.
“Para pensarmos precisamos necessariamente generalizar, e para tal é necessário esquecer”. (A Memória de Borges, Virgílio Fernandes Almeida).
Trazendo este relato para o mundo do design, nos damos conta de que a internet está cada vez mais parecida com Funes. A quantidade de detalhes e o excesso de informação dos sites atuais sufocam os usuários. A maioria dos sites atuais oprime e confunde, tornando as informações descontínuas e fragmentadas.
“Suspeito, contudo, que (Funes) não era capaz de pensar… No mundo abarrotado de Funes não havia senão detalhes…”. (Funes, o Memorioso, Ficções, Jorge Luis Borges).
Os webdesigners precisam se dar conta de que não precisam “mostrar tudo” para os usuários, abarrotá-los de informações e detalhes, já que estes serão esquecidos com a mesma facilidade com a qual foram percebidos.
“… (o homem) acaba por arrastar consigo, por toda a parte, uma quantidade descomunal de pedras indigestas de saber, que ainda, ocasionalmente, roncam na barriga…” (Considerações Extemporâneas, Nietzsche
A memória do homem é naturalmente seletiva. Os seres humanos possuem uma capacidade incrível de ver o mundo, completamente diferente do modo com o qual Funes o fazia. Temos até a capacidade de olharmos em alguma direção e ver o que não está lá.
Nada se assemelha mais ao pensamento humano do que o hiperlink. Nele, contrariamente do modelo cumulativo de Funes, apenas conectamos, cruzamos, escorregamos, navegamos.
O webdesign precisa se revitalizar neste sentido, ser potencialmente criativo, envolto num véu de mistério, de vitalidade, de força, de ilusão necessária, de cegueira, de parcialidade.
O webdesign precisa voltar a fazer o usuário pensar! [Webinsider]
Para quem tem site com versão estrangeira
quarta-feira | 19. 01. 2005 Categoria: Publicidade e Propaganda Sem Comentários »
Tadeu Banzato
Diminuem as fronteiras geográficas entre países e negócios. Você, como empreendedor, está preparado para isso?
A qualidade de seu serviço estará sendo avaliada na hora de venda. A apresentação do serviço ou produto também, pois confere uma credibilidade maior em relação à qualidade final.
Nesse caso a comunicação visual de sua empresa deixa de ser um gasto variável e se transforma em um investimento direto. Se a comunicação de sua empresa não estiver preparada para atingir um público externo, perderá terreno para outra empresa nacional melhor preparada.
No meio digital isso é mais importante ainda. A primeira coisa que o cliente verá é o site de sua empresa ou seu portfólio e subjetivamente fará algum julgamento. A primeira impressão é a que fica, como no ditado.
No Brasil há estúdios de design cada vez mais especializados, capazes de lidar muito bem com os fatores determinantes para a concepção final do produto.
O avanço das cachaças brasileiras no mercado de bebidas global é um exemplo. Muitas marcas mudaram por completo sua comunicação visual para atingir um público externo, onde obtém crescimento e maior margem de lucro.
Em TI acontece muito parecido. Se você não atentar para esse fato, o mercado de atuação da sua empresa pode ficar cada vez mais restrito. Há uma relação direta nessa história toda: se você investe no design de sua empresa, seu lucro é relativamente maior.
O investimento em design também quer dizer ações mais amplas, como a versão para outras línguas do conteúdo do site de sua empresa.
Não basta apenas disponibilizar o conteúdo em outras línguas. Pense em modelos mentais diferentes, conforme um argentino, um italiano, um inglês e um americano vêem o site. Navegue em sites de grandes multinacionais de TI e perceba a diferença. Procure fazer com que usuários de verdade avaliem o site em termos de linguagem também e faça as melhorias que forem possíveis.
É ai que o designer responsável pelo projeto tem a responsabilidade de buscar informações externas, inspirações diversas e as referências mais livres possíveis do mundo inteiro para poder criar e desenvolver um layout “internacional” que atenda a diversas pessoas, independente de seu background cultural, seus hábitos de navegação e suas preferências em arquitetura de informação.
O designer deve dar grande atenção para esses fatores. A harmonia, a cor, a tipografia e diagramação devem estar casadas com todas essas informações. As referências sobre o produto devem ser agradáveis em todos os aspectos para o consumidor final, em qualquer lugar do mundo onde esteja.
materia do site: Webinsider.
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A marca tem de marcar
sexta-feira | 7. 01. 2005 Categoria: Design Sem Comentários »
Tudo isso indica, a meu ver, que o todo-poderoso consumidor agora espera um profundo nível de compromisso emocional e de responsabilidade social das corporações e de suas marcas — não se trata, portanto, de um movimento anticonsumista. Na verdade, a maioria dos consumidores sente que as marcas são um elemento essencial em suas vidas: criam empregos, avalizam o nível de qualidade dos produtos e lhes proporcionam certas experiências. As marcas simplificam a vida dos consumidores, ajudando-os a fazer escolhas em um mercado repleto de bens e serviços. O fato é que as pessoas adoram as boas marcas, que as fazem sonhar e se sentir mais seguras. Elas podem trazer alegria, esperança, experiência sensorial e conforto num mundo frio e high tech.
Uma genuína boa marca pode até mesmo representar as qualidades que buscamos na maioria dos amigos e na família — calor, intimidade e confiança. É claro que, por vezes, as corporações cometem erros terríveis. Mas, com um ilimitado acesso à informação, as pessoas agora podem conhecer a verdade sobre as marcas que apóiam. Elas compreendem seu poder no mercado. Elas estão hoje muito mais atentas para o fato de que há milhares de produtos e serviços para escolher a cada hora que fazem compras. Corporações e marcas, tal como os políticos, são eleitas a cada dia. Os consumidores votam com suas carteiras. Portanto, os executivos precisam estar cientes de que as marcas não pertencem às corporações, mas aos consumidores — principalmente daquelas empresas que ambicionam capturar o coração dos clientes e se tornar autênticas marcas emocionais.
A emoção humana é o oxigênio, a chave do sucesso no mercado. Nem todas as marcas nasceram iguais. O valor da percepção emocional aumentou consideravelmente. Mas, no mundo corporativo, nem todos compreendem o que isso significa. Fica-se discutindo temas como missão da empresa. Isso é percepção corporativa, não o que o consumidor quer ouvir. Mais do que nunca, as empresas devem dar o passo decisivo para estabelecer conexões mais fortes e relacionamentos que identifiquem seus clientes como parceiros. Hoje, a indústria precisa trazer às pessoas os produtos que elas desejam, no momento em que precisem ou queiram, em locais inspiradores e que atendam profundamente às suas necessidades. Bem-vindo ao mundo da criação de marcas emocionais, um coquetel de antropologia, imaginação, experiências sensoriais e uma reação que leva à mudança.
Marcas e democracia * Quando fui morar nos Estados Unidos, a primeira coisa que minhas filhas descobriram é que lá havia uma abundância de canais de televisão. A lição de casa ficou em segundo plano, o que provoca reação em qualquer pai europeu. Uma delas me disse: “Pai, este é um país livre”. Falou isso de maneira patriótica, embalada pela emoção de liberdade. Veja como é poderoso. Você não encontra marcas comerciais fortes em ditaduras. Para que floresçam, é preciso que haja uma sociedade livre, competição de mercado e classe média.
Discute-se missão. Isto é percepção corporativa, não o que o consumidor quer ouvir
Acredito que as marcas são uma evidência de liberdade e progresso. É nesse ponto que se coloca a responsabilidade das marcas com a sociedade. É por isso que o colapso da Enron e o fato de que não se podia mais confiar no sistema tiveram nos Estados Unidos um efeito tão devastador quanto o 11 de setembro, quando o país inteiro entrou numa espiral de ansiedade. Apenas quatro dias depois, a Jet Blue veiculou um anúncio informando que a porta da cabine dos pilotos de suas aeronaves seria reforçada. Essa é a maneira correta de lidar com a questão. Em contraposição, há campanhas como aquelas dos cartões, lembrando que você não deve sair de casa sem eles. Errado. Isso não ajuda as pessoas. Comunica medo. E mensagens de medo reforçam reações de medo.
O que mais me impressiona na maneira como a Shell se comunica é que nunca dá a palavra final. A empresa reconhece que, por vezes, faz coisas erradas. Ouve os problemas relatados por ativistas e diz: “O.k., estamos trabalhando na solução”. Os ativistas respondem: “Acreditamos na sua mensagem, mesmo sem concordar com a sua política”. Existe nos Estados Unidos uma empresa de cosméticos, a MAC, que doa parte de seus lucros a fundos de combate à Aids. No início do ano passado, como os números estavam caindo, a direção da empresa informou que talvez não pudesse manter o compromisso com os fundos. Em três semanas o faturamento começou a crescer novamente. As pessoas ficaram tão apaixonadas pela mensagem que trouxeram a empresa de volta.
Não há marcas comerciais fortes em ditaduras. É preciso liberdade e competição.
O poder dos consumidores * A primeira e fundamental questão a que uma empresa deve responder é: quem é meu cliente? A segunda: qual a missão da minha marca? A terceira questão é como conectar, por meio da emoção, a marca com o cliente. Na era da sociedade industrial, a decisão estava nas fábricas. Hoje, numa economia comandada pelos consumidores, são eles que escolhem as marcas. O que as empresas precisam desenvolver é uma visão do que separa a empresa da sociedade. É preciso quebrar o muro. A empresa precisa monitorar como variam esses hábitos e essas expectativas em constante mudança.
Em apenas 15 anos, a Dell se tornou a maior marca de PCs do mundo. A GM descobriu que o eBay era o maior distribuidor de carros usados dos Estados Unidos. E, se a Intel não tivesse mudado radicalmente seu conceito, não poderia concorrer com os fabricantes japoneses de chips. O papel das marcas já não se limita aos benefícios funcionais. Num tempo em que a diferenciação entre produtos se tornou mínima, são os benefícios emocionais que estabelecerão os vínculos com os consumidores. É aí que se alcança uma diferenciação significativa, que pode ser decisiva na hora da opção. Uma marca de sabonete aromático, com intangíveis benefícios terapêuticos, chega a ser vendida pelo dobro do preço do item convencional, feito de glicerina. Até 15 anos atrás, as únicas escolhas que se tinha para tomar um café era entrar num bar e engolir um café normal, ou comprar um pacote no supermercado. Surgiu, então, a Starbucks. Ela compreendeu que o ato de tomar café ia além do físico e explorou o conceito da experiência do prazer, desenvolvendo um espaço onde as pessoas poderiam desfrutar dessa experiência.
A marca Brasil * Devido às decisões políticas do atual governo, a marca America, de mais admirada do mundo, passou a ser desrespeitada e a inspirar desconfiança. Mas as marcas comerciais americanas não têm armas, são cidadãs do mundo. E como são afetadas pela polêmica do imperialismo? Acho essa discussão fascinante porque mexe diretamente com o aspecto emocional. Mas os consumidores, com o tempo, começam a distinguir uma coisa da outra. Veja a marca Brasil. Acho que a avalio melhor do que os brasileiros, que precisam trabalhar sua auto-estima. O Brasil tem uma imagem potencial muito boa, associada a beleza, amizade e sensualidade. Mas a única mensagem que se recebe lá fora é sobre a criminalidade. O país não está comunicando como deveria para que as pessoas sejam atraídas e se apaixonem pelo Brasil, como aconteceu comigo.
O poder do design * O design é a expressão mais potente de uma marca. O Fusca, a Gillette, a moda de Issey Miyake e as lojas da Godiva são exemplos de uma longa lista de designs de produtos ou de ambientes que funcionam. São a prova viva de que no fim das contas o design cria emoções, experiências sensoriais e, finalmente, vendas. Sempre acreditei que o design pertenceria, na verdade, ao século 21 — a idade da emoção –, e essa previsão está agora começando a se tornar realidade. O design transmite individualidade e originalidade, que vão contra a sensação de medo, devido à tecnologia, à insegurança das cidades e à modernização. O museu Guggenheim, em Bilbao, tornou-se uma solução arquitetônica tão única que passou a atrair milhões de pessoas, gerando impacto na economia da cidade. As pessoas percebem como o produto e a embalagem comunicam. Exemplos claros são as campanhas da vodca Absolut e dos celulares da Nokia. Veja a Apple. Ninguém precisa contar nenhuma história. O produto fala por si.
Extraído de entrevista a Nelson Blecher, durante visita a São Paulo, a convite do banco ABN Amro Real





