Dúvida cruel: você está diante do cliente e o job é desenvolver o site da empresa. Mas o contratante é sem noção e tudo o que consegue ver é se o layout é bonitinho. O que fazer? Pegar ou largar?materia de Leonardo Mello

Quem participou de projetos de internet, principalmente nos últimos anos, deve ter percebido que os clientes – aqueles que compram soluções – não sabem o que exatamente é a internet e nem o significado de ter um website, por exemplo.
Isto é fato, já muito comentado.

Chega a causar espanto perceber que praticamente nada mudou nesses últimos anos. O que continua a vender os sites sob a perspectiva dos clientes é o visual. Se ele achar bonito – nem sempre funcional –, é compra quase certa (na dúvida, o preço decide). Na maioria das empresas, quem continua a lidar com as provedoras de soluções para internet é o dono e não o departamento de informática, nem o de marketing, nem qualquer outro que deva, quase uma obrigação (sadia), realmente participar ativamente das fases de planejamento e desenvolvimento do projeto (fases que também na maioria só existem na cabeça de quem escreve o projeto).

Há exceções para todos esses pontos, obviamente, mas estamos falando aqui das empresas que não estão preparadas para internet.

Assim, diante desse quadro, fica a seguinte questão: vale a pena todo o esforço em melhorar a qualidade do produto em outros aspectos que não os visuais, o layout? Vale investir em capacitação da equipe para desenvolver sistemas administráveis, com segurança, banco de dados e tudo mais? E em estudos sobre a melhor metodologia a se utilizar? Isso é válido ou quem trabalha assim está à frente do seu tempo?

É um erro querer remar contra a maré, contra as empresas que trabalham de forma medíocre (parece forte, mas é a melhor palavra), enganam os clientes ou cobram preços absurdos?

O que vale é o visual, e nada mais parece importar. Com certeza há motivos lógicos para isso, pois o layout é mais palpável que qualquer outra coisa, mas ignorar os outros aspectos é um erro.

Infelizmente, a participação dos clientes geralmente se resume a assinar contrato, pagar (momentos difíceis, hein?), aprovar layout. O resto não existe… É esperar a ligação dizendo que o site está no ar e pronto. E então, a cada novo projeto que entrega, você pensa se realmente vale o esforço de desenvolver um site com tecnologias muito boas que, se utilizadas corretamente, trariam excelentes benefícios para o cliente.

Aí vão algumas perguntas, daquelas que Peter Senge chamaria de perguntas sem intenção de obter respostas, mas feitas para reflexão: você conseguiria desenvolver uma solução com qualidade inferior (diferente de ser simples apenas) ao seu conhecimento? E, até que ponto o seu conhecimento vale para além de você?

Todas essas questões trazem algum desconforto e uma incerteza que me impulsiona a continuar nessa área, que tanto gosto e acredito. Não precisava ser fácil demais, pois não teria graça. Mas não precisava ser tão difícil… [Webinsider]

“A diagramação é uma arquitetura de formas. É uma arte artesanal cujo resultado(..)nos dará a mensagem da comunicação visual, qualitativamente distinta da mensagem específica de cada componente da mesma página. É a comunicação linear consagrando o dinamismo pela associação de imagens. ”

Clara Conti

Matéria Completa alem disso tem dicas bem basicas de diagramação no pagemaker pra quem trabalha ou tem curiosidade é uma coa dar uma navegada pelo site

Existem empresários que pensam que sabem tudo a respeito de marketing. Investem pesado na “decoração” de suas lojas e nos materiais de divulgação. Acreditam, por isso, que têm uma profunda preocupação mercadológica e estética.Não se dão conta de que, apesar de sempre tentarem fazer alguma coisa e até gastarem bastante com isso, acabam não vendendo um conceito positivo e forte de suas empresas. Isso acontece porque nem tudo o que eles fazem apresenta um conceito único, uma identidade visual, ou seja, suas ações não são aplicadas respeitando um padrão visual.

Pequenos pecados diários agem silenciosamente, fazendo com que a identidade da empresa seja aos poucos diluída, enfraquecida, perdendo a força e pior, refletindo a imagem de uma empresa desorganizada, ultrapassada e amadora. Veja a seguir sete dicas simples que irão absorver esses pequenos pecados, largamente praticados por muitas empresas que, ingenuamente, acreditam estar praticando o bem:

- Não seja preguiçoso e invente novas maneiras de divulgar promoções no ponto-de-venda. Será que você não consegue fugir do óbvio, descobrindo algo mais interessante do que apenas entupir sua loja com cartazes promocionais pendurados em tudo quanto é lugar?

- Seja esperto e não desperte a ira dos deuses da estética e do marketing, desrespeitando a tipologia, as cores ou as proporções da marca de sua empresa. Afinal de contas, por que um belo dia você pagou a uma empresa para que criasse sua marca, cercada de todos os cuidados necessários contidos em bom manual de marca?

- Não seja avarento na hora de optar por um orçamento. Lembre-se de que tudo que é bom tem seu valor. Portanto na hora de decidir, pense qual será o custo versus benefício de um investimento e não apenas em escolher o mais barato. Por que você acha que a gente vê tanta coisa feia quando andamos pelas ruas, como letreiros em fachadas e frotas pintados à mão e outras pérolas da anti-comunicação?

- Não seja guloso, querendo todo o espaço para si mesmo. Comunicações exageradas acabam funcionando contra. Entupindo os esgotos da cidade com toneladas de panfletos jogados nos bueiros ou congestionando visualmente a cidade com faixas e placas sinalizadoras espalhadas pelas ruas, sua empresa até pode se tornar conhecida, mas não exatamente da forma que dá dinheiro.

- Não seja invejoso. Resista à tentação de copiar o que os outros fazem, alegando que isso é pesquisa de tendências. Não é porque uma empresa vizinha tem um luminoso gigante, com luzes vermelhas, letras douradas com um coração que muda de cor, que sua empresa tem de ter um igual. Lembre-se de que a linha de comunicação das empresas nem sempre é a mesma. Principalmente se a empresa vizinha é um restaurante e a sua, uma livraria.

- Não seja orgulhoso, seja exigente. Admita que o trabalho da gráfica que você exigiu que contratassem não é admissível. Ou você acha certo aceitar que deformem a marca ou que apliquem o logotipo com cores diferentes só porque a tal gráfica que você recomendou não possui as tintas especificadas?

- Não se deixe levar pela luxúria. Golpes baixos procurando atingir clientes abaixo da cintura podem até funcionar na hora, mas a imagem da empresa fica comprometida. Para que a comunicação seja eficaz, deve apresentar uma mesma linguagem, um conceito único e claro, não ser apelativa. De que adianta colocar uma passista da escola de samba vestida com duas fitas do Senhor do Bonfim rebolando e desfilando no stand da sua empresa, se na capa do folder, estampa a foto da Rainha Elizabeth e o seu produto é destinado a matar a fome das crianças da Etiópia?

Veja bem se a comunicação visual de sua empresa está sendo feita com olhos clínicos. Analise se a imagem da sua empresa não está sendo vítima de uma comunicação sem padrão e não pense que esses pequenos pecados são exclusivos de pequenas empresas. Existe muita empresa grande que, apesar de investir fábulas na mídia, pecam na hora da venda, e seus vendedores não dispõem de cartões ou blocos de anotações com o logotipo e as demais informações atualizadas para anotar preço, código, nome e telefone da empresa para o cliente.

Então, eles rasgam um pedaço de papel, escrevem alguns garranchos e entregam satisfeitos e sorridentes. A imagem concreta que se guarda da tal empresa é um pedaço de papel rasgado e rabiscado. Cuidado! Você pode não estar atento, mas lembre-se, seus clientes estão!




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